sexta-feira, 30 de junho de 2017

O que aprendi viajando com a mina mãe, versão sul da Espanha

No último post eu contei como foi receber minha mãe e amigas em Madrid. Agora volto contando como foi conhecer três cidades da Espanha com duas senhoras muito ativas e exigentes.

Mirador de San Nicolas - Granada.

Em setembro fizemos a tão sonhada viagem para o sul da Espanha. Eu queria muito levar minha mãe para a Alhambra, que em 2015 recebeu 2,5 milhões de visitantes. Para mim, esse patrimônio da humanidade Unesco é a síntese do que é a Espanha por reunir um palácio e jardins árabes, fortaleza militar e castelo espanhol e notada presença da igreja católica. As três principais influencias históricas em um único lugar. É impressionante!

Granada (romã) em Granada.



Alhambra, Granada.

Para minha mãe fazia muito sentido conhecer o conjunto monumental da Alhambra para entender melhor o pais onde escolhi viver. Ela queria ver com os próprios olhos o que eu tanto conto da cultura espanhola. Daí aproveitamos para ir a Córdoba e Sevilha, porque todo o sul da Espanha é maravilhoso mesmo! Foram 10 dias de viagem na qual a Elze, amiga da minha mãe, também nos acompanhou. 

Dica importante: compre com antecedência o bilhete de entrada a Alhambra.

Aprendi que cada tem o seu ritmo e dá para descobrir uma cidade respeitando cada um deles. Essa foi a minha quinta vez em Granada e cada vez aproveitei muito. Com elas descobri que não tem melhor idade para viajar, o importante é ir. E setembro parece ser o mês ideal para viajar pelo calor do final do verão europeu. 
Aprendi que paciência não tem limites. MESMO e tem dois lados, dela comigo e eu com ela. Sempre. Somos duas pessoas adultas e temos hábitos muito diferentes. PARA TUDO. Nessa viagem ficamos 24 horas juntinhas! O amor é lindo, mas a paciência é soberana e realmente não tem limites. Botei o meu melhor sorriso no rosto, respirei fundo e pensei: “eu devo ter alguma outra mania que deve ser mais irritante do que essa e minha mãe ainda não me falou nada”! 

Pátio dos Leões, Alhambra -Granada.

Pátio dos Leões, Alhambra - Granada


Elas deixaram tudo nas minhas mãos. Eu me senti super responsável e preocupada, afinal, é uma inversão de papeis. Eu era a cuidadora. É osso, gente! 
Mas em compensação elas sempre me davam o melhor pedaço. Eu tinha o melhor horário para tomar banho, o café pronto e só tinha que lavar a louca. Afinal mãe é mãe até de férias!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

O que aprendi da viagem da minha mãe com suas amigas


Faz um tempo, minha mãe veio a Madrid com mais 3 amigas. E foi tão punk como maravilhoso. Digo punk porque elas tinham demandas e expectativas que não eram iguais as minhas. E foi maravilhoso porque nos divertimos a beça. Vou contar o que aprendi com elas daqueles dias.

Vi na prática que Madrid é uma cidade para todas as idades, é só seguir o ritmo de cada geração. Eu estou muito acostumada a ficar em pé no balcão dos bares, daí que só conheço boteco estilo pé sujo para uma paradinha rápida durante o passeio. Elas querem sentar e não existe paradinha rápida. Alias, pressa para que?

Eu achava que sabia muito de Madrid, elas testaram os meus conhecimentos. Não adiantava dizer que tal coisa era velha, tinha que saber o século de construção. Não bastava dizer que tinha sido um rei do passado, eu tinha que saber qual. Anotava todas as perguntas e voltava no dia seguinte com respostas. Fui sabatinada!

Elas eram os alvos (para o bem e para o mal). Dos “carteiristas”, dos vendedores ambulantes, dos garçons. Eu tinha que ter olhos abertos o tempo todo. Em um restaurante da calle mayor, eu tive que ser pouco educada com um garçom porque ele quis cobrar os talheres alegando que a gente tinha ocupado uma mesa, tive que lembrá-lo que foi ele que nos indicou tal mesa mesmo depois que eu falei repetidas vezes que só íamos tomar algo e não íamos jantar. Foi cansativo mas foi bom para elas perceberem que tinham que ficar mais atentas e não se deixar levar por qualquer conversa. 

Por outro lado, elas eram alvos de muitas gentilezas. Pessoas que cediam lugares no transporte público, nos bares, deixavam elas passaram na frente nas filas. Nunca vi tantos vendedores de loja amáveis em Madrid. Elas saíram distribuindo sorrisos e ganhavam muitas gentilezas. Elas são assim em todos os lugares, de férias estavam radiantes.

O mais importante é que aprendi que nunca é tarde para viajar com as amigas.



Em setembro vou com a minha mãe e sua amiga Elze ao sul da Espanha. Daí eu volto para contar onde foi a odisseia de vários deslocamentos e duas senhoras muitos ativas e exigentes.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Zaragoza por um motivo


Eu queria ir a Zaragoza por um único motivo: sua catedral.

Eu ateia convicta (e declarada) queria percorrer mais de 300 kms para ver uma catedral. E valeu a pena!

A “Basílica de Nuestra Señora del Pilar” é magnífica!



segunda-feira, 20 de junho de 2016

Alho, sal e outras coisinhas



* Alho e Sal: Espanhóis estão para alho assim como brasileiros para o sal. Amo alho e que a comida não venha com tanto sal.


Outro dia, perguntei a uma amiga estadunidense se, para ela, gazpacho tinha muito gosto de alho. Animadamente, ela: “sim, sim claro, tem muito alho. Eu adoro!” “Paco, para você, gazpacho vem com muito alho?”, perguntei. Ele: “depende, acho que não muito”. Os dois gostam muito de alho e tem percepções bem diferentes. 

* Pasta: fuja. Apenas fuja da opção “pasta” se um restaurante espanhol tiver no “menu del dia”. Espanhóis não sabem fazer pasta. É mais fácil aceitar o fato e escolher outra coisa. Eu vou de arroz. 

* Muitas vezes, o café da manhã e o lanche da tarde quase sempre tem doce. Nada de cafezin com um paozin de queijo. Nada de pão na chapa com manteiga com um pingado em copo grande. Aqui, eles vão de churros com chocolate que não tem recheio e, para mim, não tem graça. 
Quando eu posso, e quero um doce muito doce, eu troco por uma palmeira de chocolate. 




* Adoro entrar em (quase) qualquer bar e pedir uma “caña” em quase qualquer horário sozinha! Simples assim: uma “caña”, uma “tapa” e eu. 
Naqueles dias que vou ao centro de Madrid sozinha, tenho o meu bar estilo boteco para a cervejinha refrescante antes de pegar o metro de volta. Fica escondido na “calle de los Madrozo” perto do metro Banco de Espanha. O jamón deles é uma delicia! 



* Por que tomar café depois do jantar? Eu prefiro tomar um “meta poleo”, que nada mais é que um chá de hortelã.